Redução de jornada e salário prorrogadas por dois meses

O governo
federal prorrogou, por mais dois meses o programa que permite empresas a
suspender contratos de trabalho ou reduzir o salário e a jornada de
funcionários.
O
programa foi criado em razão da pandemia do novo coronavírus e prevê que o governo
recompõe parte da renda dos funcionários por meio de um auxílio financeiro,
calculado dentro de uma porcentagem do que o empregado receberia de
seguro-desemprego relacionada à queda de renda, depositado diretamente na conta
dos trabalhadores.
O decreto
de prorrogação foi publicado no “Diário Oficial da União” e é assinado pelo
presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Com a
extensão, os acordos poderão ser celebrados por até 180 dias, limitados à
duração do estado de calamidade pública (até 31 de dezembro).
Na semana
passada, Guedes já havia dito que o governo iria prorrogar o programa. Nesta
segunda, Bolsonaro afirmou que a prorrogação preservará cerca de 10 milhões de
empregos.
“O Brasil
voltou a gerar empregos, mas alguns setores ainda estão com dificuldades em
retomar 100% de suas atividades. Por isso assinei o Decreto 10.470/2020
prorrogando o Benefício Emergencial por mais 2 meses. Serão cerca de 10 milhões
de empregos preservados”, publicou o presidente em uma rede social.
O decreto
também prevê que o empregado com contrato de trabalho intermitente formalizado
até 1º de abril de 2020 poderá receber o auxílio emergencial mensal no valor de
R$ 600,00 pelo período adicional de dois meses. Com a medida, esses
trabalhadores receberão ao todo seis parcelas mensais de R$ 600.

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