Governador Witzel é Afastado do Cargo Pelo STJ

???De
acordo com informações obtidas pela agência de notícias do STJ, o ministro
Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, determinou o afastamento
de Wilson Witzel do cargo de governador do Rio de Janeiro por 180 dias.
Não
obstante, a decisão ainda proíbe o acesso de Witzel às dependências do governo
do estado e a sua comunicação com funcionários e utilização dos serviços.
Prisão Preventiva
Na
decisão, o ministro determinou a prisão preventiva de seis investigados: o
empresário Mário Peixoto, Alessandro de Araújo Duarte, Cassiano Luiz da Silva,
Juan Elias de Paula Gothardo Lopes Netto e Lucas Tristão do Carmo, para a
garantia da ordem pública, para a conveniência da instrução criminal e para
assegurar a lei penal.
Outrossim,
os presos e Witzel estão proibidos de manterem contato entre si e com os demais
investigados, exceto se cônjuges ou pais e filhos, e com as testemunhas da
investigação.
Com
efeito, Witzel e os demais são investigados no âmbito da Operação Placebo, que
trata de irregularidades na contratação de hospitais de campanha, compra de
respiradores e medicamentos no contexto do combate à Covid-19.
Ao
fundamentar sua decisão, o ministro argumentou o seguinte:
“Os fatos não só são contemporâneos como estão ocorrendo e, revelando especial gravidade e reprovabilidade, a abalar severamente a ordem pública, o grupo criminoso agiu e continua agindo, desviando e lavando recursos em pleno pandemia da Covid-19, sacrificando a saúde e mesmo a vida de milhares de pessoas, em total desprezo com o senso mínimo de humanidade e dignidade, tornando inafastável a prisão preventiva como único remédio suficiente para fazer cessar a sangria dos cofres públicos, arrefecendo a orquestrada atuação da ORCRIM”.
Além
disso, o ministro Benedito Gonçalves concluiu que a partir de diligências
empreendidas por ordem do STJ, bem como na primeira instâncias no âmbito das
chamadas operação Favorito e Mercadores do Caos, foram colhidos até o momento
elementos que comprovam a materialidade e indícios suficientes de autoria em
relação a Witzel e aos seis investigados quanto aos crimes de corrupção ativa e
passiva, organização criminosa e lavagem de capitais.
De acordo
com o Ministério Público Federal (MPF), a partir dos elementos de informação e
de prova colhido até o momento demonstram que trata-se de uma sofisticada
organização criminosa no estado do Rio composta por pelo menos três grupos de
poder, encabeçada pelo governador Witzel, a qual repetiria o esquema criminoso
praticado pelos dois últimos governadores – Sérgio Cabral e Luiz Fernando
Pezão.
Assim,
para o ministro Benedito Gonçalves, o cenário encontrado pela investigação demonstra
que os crimes foram cometidos por meio de contratos ilicitamente direcionados,
firmados com entidades variadas, inclusive as ligadas ao sistema de saúde.
Outrossim,
inclusive para além do campo de ações de combate à pandemia da Covid-19, tendo
sido a estrutura gestada e financiada antes mesmo da eleição de Wilson Witzel
para o cargo de governador do Rio, em 2018.
Com
efeito, o ministro Benedito manteve o sigilo do inquérito, bem como do acordo
de colaboração premiada e dos depoimentos do colaborador Edmar Santos, conforme
estabelece a Lei 12.850/2013.
Pedido de Prisão
Por fim,
o pedido de prisão do governador Witzel, feito pelo MPF, não foi acolhido pelo
ministro Benedito, que entendeu ser suficiente o seu afastamento do cargo para
fazer cessar as supostas atividades de corrupção e lavagem de dinheiro.
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Diante
disso, o governador deixa de ter poder para liberação de recursos e contratações
em tese fraudulentas.
Ademais,
Witzel poderá permanecer na residência oficial e ter contato com o pessoal e
serviços imediatamente a ela correspondentes.

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