Servidores do IBGE ameaçam greve se Censo for mantido
Estadão
Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ameaçam entregar cargos de coordenação caso o Censo Demográfico vá a campo este ano, em plena pandemia do novo coronavírus. Em meio aos recordes sucessivos diários no número de mortes por Covid-19 e as dificuldades enfrentadas pelo governo na imunização da população, os funcionários defendem que o levantamento seja transferido para 2022.
Em plenária nacional realizada remotamente pela Associação dos Servidores do IBGE (ASSIBGE), no último fim de semana, os servidores votaram por aderir ao pleito de adiamento do Censo Demográfico para o ano que vem.
– É importante ressaltar que não é contra o Censo, mas pela realização do Censo em condições que garantam a sua qualidade. Porque a função número 1 do Censo é contar e caracterizar a população. E se a população não quiser receber o IBGE, o prejuízo pode ser muito grande, lembrou Luanda Botelho, coordenadora da ASSIBGE, núcleo Chile.
O posicionamento partiu de coordenadores de área do IBGE no Rio Grande do Sul, estado que vive atualmente sob a bandeira preta, ou seja, restrição máxima à circulação da população para conter a disseminação do coronavírus e a superlotação dos hospitais.
O pedido de adiamento do Censo Demográfico para 2022 foi apresentado à direção da unidade estadual do IBGE em videoconferência no dia 19 de fevereiro, com a presença também do diretor adjunto de Pesquisas do órgão, Cimar Azeredo. Continue lendo


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