Levantamento feito com as secretarias estaduais de Saúde mostra o colapso na saúde em mais da metade dos estados brasileiros diante do aumento de casos de Covid-19. Ontem, dia em que o país registrou um novo recorde de mortes segundo a média móvel dos últimos sete dias, com 1.208 óbitos, pelo menos 781 pessoas aguardavam leitos de UTI em seis estados e no Distrito Federal, e a ocupação nas unidades intensivas da rede pública superava os 80% em 17 estados e no DF.

A situação em três estados foi determinante para que a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidisse que o Ministério da Saúde deve voltar a custear leitos de UTI para pacientes com Covid na Bahia, no Maranhão e em São Paulo — estados que estão, respectivamente, com 84%, 80% e 72% de ocupação nas unidades intensivas na rede pública.

Os pedidos foram apresentados pelos governos estaduais, e as decisões ainda precisam ser confirmadas pelo plenário. O ministério diz que o pedido é “desnecessário” porque “vem cumprindo com suas obrigações”.

As decisões abrem espaço para que outros estados façam pedidos semelhantes. De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o número de leitos habilitados pelo Ministério passou de 12.003, em dezembro, para 7.117 em janeiro e 3.187 em fevereiro. Continue lendo