Meteorito encontrado no Sertão de Pernambuco chega a ser avaliado em até R$ 200 mil
Nesta quinta-feira (17),
o cientista Antônio Carlos Miranda falou sobre o recente episódio que atraiu
diversos olhares ao município de Santa Filomena, no Sertão do Estado: a queda
de meteoritos. Por conta do fenômeno, diversas cientistas e “caçadores” de meteoros
foram até a cidade para procurar os pequenos corpos celestes, que agora,
chegam a ser avaliados em até R$ 200 mil.
De acordo com Antônio Carlos, alguns meteoritos
chegaram a ser levados para os Estados Unidos, onde estão em exposição. “A
situação continua do mesmo jeito. Sabíamos que o americano que levou várias
pedras viajou para os Estados Unidos e deixou as pedras no Brasil, mas, agora,
já temos a informação de que as pedras já chegaram nos EUA e estão em
exposição. O americano foi esperto, e com medo de ser pego mandou as pedras via
correio ou via alguma empresa. Ele está fazendo uma exposição e está fazendo o
maior sucesso”, relatou.
Durante
a conversa, foi mencionado o fragmento de meteoro avaliado em R$ 200 mil, que
está sob posse de um dos moradores da cidade. Segundo informações, o homem tem
interesse em guardar a pedra por mais tempo, com o objetivo de esperar por sua
valorização, quando cobrará a quantia de R$ 1 milhão por ela.
Para o
cientista, tal valor cobrado seria exorbitante. Ele acredita, no entanto, que
R$ 200 mil seja uma quantia viável, e propôs ao Governo de Pernambuco que
adquirisse o corpo celeste como forma de incentivar o crescimento da cidade.
“Nós
estamos propondo que o Governo do Estado, por meio da FACEPE, compre como
equipamento científico para a cidade se empoderar, ter o orgulho da sua
história e ser um atrator para turismo e atividades científicas para estudantes
e professores”, disse.
Ainda
de acordo com Antônio Carlos, não há legislação que regule a posse dos
meteoritos. Desta forma, o dono do corpo celeste se torna aquele que o
encontrou, podendo este escolher o que fazer com a pedra, bem como decidir
entre vender ou não.
Nos
próximos dias, o cientista planeja visitar a cidade junto a um comitê. Segundo
ele, o grupo deve orientar a Prefeitura de Santa Filomena a lidar com a
situação.
“Quanto
à cidade, estamos com esse comitê com apoio de várias instituições. Estamos
indo lá semana que vem e vamos levar várias sugestões para a prefeitura
implementar, como criar um museu, um clube de astronomia e capacitar
professores. Vamos levar um projeto de observatório astronômico e vamos
interagir com a prefeitura do jeito que eles quiserem para que aqueles pequenos
fragmentos que sobraram fiquem de fato na cidade”, explicou. (Via Jc)


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