Governador mantém suspensão das aulas presenciais do ensino básico

Os
números da Covid-19 permanecem em queda em Pernambuco, mas a retomada das aulas
presenciais ainda é um dos maiores desafios entre os impostos pela pandemia. Em
praticamente todos os países do mundo, a volta às aulas tem dividido opiniões
de especialistas diante das muitas variáveis sobre riscos e controle da
circulação do vírus, sobretudo em relação às crianças. Por conta desse clima de
incerteza, o governador Paulo Câmara anunciou, nesta quinta-feira (03.09), que
a suspensão das aulas presenciais do ensino básico continuará mantida no
Estado.
“As
escolas são espaços fundamentais para a sociedade. Garantem conteúdos,
socialização, a rotina de trabalho para muitos pais, empregos, até mesmo
refeições para milhares de estudantes, no caso das unidades públicas. Mas
reabri-las significa colocar de volta em circulação e em convivência direta
mais de dois milhões de estudantes no Estado, e o impacto dessa medida ainda
não tem, no mundo, parâmetros científicos e precisos de controle”, afirmou
Paulo Câmara. Embora admita que todos desejem o retorno a uma vida normal, ele
reafirma que hoje isso ainda não é possível. “Não é uma decisão simples, que
poderia olhar apenas para a questão econômica, por exemplo”, frisou.
De acordo
com o governador, o tema está sempre em pauta, em discussões permanentes no
Governo, observando dados científicos e evidências que possam garantir um
retorno em condições realmente seguras. “Nenhum governante, trabalhador,
empresário gostaria de estar enfrentando uma situação tão grave, que ameaça
vidas. Temos obrigação de agir para proteger as pessoas. A educação é uma
prioridade incontestável do meu governo desde o primeiro dia, e continuará
sendo até o último, assim como a defesa da vida”, disse.
Paulo
Câmara reforçou ainda que todas as equipes envolvidas no enfrentamento à
Covid-19 continuam mobilizadas para que Pernambuco siga no caminho das
evoluções gradativas e que a luta para reconquistar uma rotina é também a luta
para não perder vidas. “Temos que pensar nas crianças, adolescentes, jovens e
em toda a cadeia de profissionais que retornaria às suas atividades presenciais
para atender às demandas desse universo. Vamos juntos encontrar caminhos,
porque o único enfrentamento que queremos fazer é o do combate à doença e ao
vírus”, concluiu o governador.

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