Auxílio emergencial: 420 mil pessoas ainda esperam o dinheiro
Um universo de 420.133
mil trabalhadores está na fila da Dataprev à espera do auxílio
emergencial. Do total, 195.856 são recadastramentos feitos depois de 16 de
agosto e 202.417 se referem a contestações de pedidos negados, no site e
aplicativo da Caixa Econômica Federal.
Há
ainda um grupo de 21.860 informais que aguardam o resultado da análise do
primeiro requerimento. Esses pedidos foram retidos pelo Ministério da Cidadania
para um novo processamento.
Nesta
quinta-feira (17), a Caixa começou a pagar 6ª parcela do auxílio, de R$ 300,
aos beneficiários do programa Bolsa Família.
O
auxílio começou a ser pago pela Caixa em abril em três parcelas mensais, no
valor de R$ 600 cada uma. Em junho, o governo prorrogou o benefício por mais
dois meses e, em setembro, em mais quatro parcelas de R$ 300. O prazo para
requerer o benefício terminou em 2 de julho.
A
Dataprev informou que enviou para a Caixa, na última segunda-feira, o resultado
de 1,255 milhão de contestações realizadas entre 20 de julho e 26 de agosto no
aplicativo da Caixa. Do total, 494.041 cadastros foram classificados como
elegíveis ao benefício e outros 6.970, considerados inconclusivos e precisam de
informações adicionais.
A medida
provisória, editada em setembro e que definiu as regras da segunda fase do
auxílio no valor de R$ 300, limitou o prazo de pagamento em 31 de dezembro. Ou
seja, quem não conseguir passar na análise dos dados a tempo poderá ficar sem
receber o dinheiro.
Segundo
o Ministério da Cidadania, cerca de seis milhões de pessoas foram
excluídas do auxílio emergencial residual por conta da redução de valor e de
critérios mais rígidos para o recebimento do benefício, estabelecidos pela
Medida Provisória (MP) 1.000/2020.
Em
nota, a Dataprev esclareceu que os processamentos são sequenciais e definidos
pelo Ministério da Cidadania. A empresa faz o reconhecimento do direito ao
benefício, o que significa dizer se o trabalhador tem direito à primeira
parcela.
“As
demais parcelas, autorização e cancelamento de pagamentos são verificados
pelo órgão gestor do programa – Ministério da Cidadania”, diz a nota sobre o
auxílio.


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