Foto: REUTERS/Adriano Machado

 Ainda nesta semana, até sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve definir por qual valor irá prorrogar o auxílio emergencial, atualmente em R$ 600, e em quantas parcelas adicionais. O programa é considerado fundamental para turbinar a popularidade do presidente, mas custa cerca de R$ 50 bilhões por mês aos cofres públicos. Diante do alto gasto, a equipe econômica insiste em um valor menor, enquanto líderes dos partidos defendem mais uma parcela de R$ 600 e duas de R$ 300, até o fim do ano.

A ideia defendida por auxiliares do ministro da Economia, Paulo Guedes, é prorrogar benefício no valor de R$ 200, R$ 250 ou R$ 300 até o fim do ano a fim de construir uma transição para o Renda Brasil, programa social do governo Bolsonaro que vai substituir o Bolsa Família. Parlamentares, porém, insistem em pelo menos mais uma parcela de R$ 600 e outras duas de R$ 300, mantendo os pagamentos até dezembro.

Lideranças que defendem esse modelo já iniciaram conversas com o governo, que ainda resiste. O programa foi criado inicialmente para durar três meses. Depois, prorrogado para mais duas parcelas.

Caso o governo decida fazer a prorrogação por um valor menor, vai precisar encaminhar essa alteração ao Congresso por meio de medida provisória (MP). Caso esta seja a solução adotada, as características do programa, como o valor do benefício, podem ser alteradas por deputados e senadores

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